É a vida ...

Estou andando no caminho errado
Estou vendo imagens sendo feitas
No céu que eu tinha imaginado.
Meu terno de grife sujo de cansaço
Meus dedos gelados e enrugados
De secar lágrimas de lágrimas.
A coluna que diz o que é certo e errado
Já desmoronou há muito tempo
E o que restou foram escombros sobre a mesa
De onde os papéis que diziam meus personagens
Já faziam parte de mim há alguns meses
Mas isso já não faz diferença agora
Nesse caminho de asfalto onde meus pés pisam
Eu não preciso ser ninguém que eu não queira
Vou ser o personagem da vez
Quem sabe um palhaço, quem sabe um ninguém.
Quem sabe seja eu mesmo
Interpretando-me da forma mais falsa
Que alguém assim possa fazer...