Castelo

Do grão de areia eu construi um castelo do tamanho do céu
No chão botei um tapete vermelho no qual limpou seus pés
Do tecido fino só sobrou as lágrimas de um trapo rasgado
Queria pra você todo itinerário, toda distracção, um relicário.
Seus pensamentos voltados ao espaço que ali você tinha
Meu braço... sempre apostos para ser posto em prova
Pra te erguer sem demora, sem atraso.
Do trapo do tapete vermelho nem um lenço mais posso fazer
O tecido fino ficou dentro do relicário, virou distracção...
Memória de lágrimas.
Seus pensamentos voltados a outro espaço
De resto perdi os braços
Perdi o chão e o itinerário
E minha palavras postas a mesa
Em forma de castelo
Do tamanho do céu
Já não valem nada
Nada.