Escrito de um só

Mudei de nome por varias vezes e assim me reconheci

Cada dia sendo chamado enfim um Zé ninguém.

De vidro ou espelho é minha forma, mas não me formo.

Nem tampouco me conformo em não ser notado.

Anotei várias vezes os sorrisos que passam por aqui

Olho para trás sempre a certificar

De que um dia alguém, quem sabe, vá notar

Que é assim que sou

Na forma desse mal humorado

Que só queria ser adorado

Apesar de não ser ninguém.