Menina feia

Esta noite não sou eu,
sou a recordação entristecida da alma
Sou um órfão entre duas paredes de concreto
que mesmo que cedam, que mesmo que desmoronem
ainda são paredes
sem portas

Menina feia, de erros imensuráveis
Estais do outro lado
num campo de rosas
Descalça na terra que te fez crescer
nas orlas que me fez te amar

Grito, não me escutas
Grito até me deitar

Olho as estrelas que escrevi
para ver se me entende
Que não atravesso as paredes
Por medo de sofrer